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terça-feira, 12 de julho de 2016

Um livro por dia: o primeiro dia

O Começo

O grande problema disto tudo é o primeiro dia, porque simplesmente significa começar.
Eu sei que talvez devesse iniciar, sei lá, com Aristóteles ou algo do gênero, já que afinal tenho uma tese para escrever (e quero fazê-lo no menor tempo possível). Mas o título deste "projeto" seria mais do tipo "faça o que tem que ser feito: leia!" Porém, não é isto que proponho nesta experiência. Ademais, a leitura da tese poderá fazer uma interseção, mas é de qualquer perspectiva algo diferente disto tudo.
Talvez alguém até fique na torcida: "ou este maluco consegue uma (a tese) ou consegue outro (um livro por dia); mas não os dois". Bem, o cerne da questão é por aí: simplesmente mudar. E mudança quer dizer o quê? Quem sabe onde vai chegar?

O Livro

Escolhi Aprendendo a Aprender. Como Ter Sucesso em Matemática, Ciências e Qualquer Outra Matéria, de Barbara Oakley (Ph. D), tradução de Alexandre de Azevedo Palmeira Filho, com 325 páginas (Editora Infopress). O livro estava lá, na minha frente, sem ter lido-o ainda e, além disso, achei fofo as páginas extras em branco para anotações, no final.
Para mim, a mensagem foi muito clara com esta escolha: tem gente demais estudando; gente de menos sabendo como estudar. Resultado: zero na aprendizagem ou "profissão fita cassete" (o famoso papagaio de pirata), na melhor das hipóteses.
Adam Grant (Dar e Receber: Uma abordagem revolucionária sobre sucesso, generosidade e influência) disse o seguinte: "este livro deveria ser leitura obrigatória para os alunos e para minha mãe". Como assim, "para a minha mãe"? A gente responde mais à frente. Isto também faz parte de saber estudar. Sabia?
O livro me escolheu, mas eu sei que a natureza das coisas sempre conspira (nalgum sentido), pois veio-me o insight de que o Brasil tem um dos piores desempenhos no ranking mundial da educação (ver aqui), apesar de ter cinco das dez melhores universidades da América Latina (na globo). Coisas da América Latina! (E o que poderia dizer, sendo eu africano?). Realmente, o livro se justifica por si mesmo.

Impressões do Livro

Como o matemático Henri Poincaré resolveu um problema difícil? Ele tirou férias.
Nota: tem essa moda agora de spoiler (estraga surpresa). Mas isto você saberia no livro só de passar na livraria e ler a primeira página. De qualquer modo, eu vou contar alguma coisa (vai valer ao menos para alguém fingir ter lido o livro, sem ler, é claro).
Sabe aquela matéria que você estudou, na verdade leu e leu várias vezes? Pois é, bem capaz de estar fazendo algo em vão e a julgar-se a "mater studiorum". Será? O livro vai responder: releituras passivas são uma ilusão cognitiva.
Lembra da mãe de Adam Grant? Como afirma a autora: o livro também "é para a o crescente exército de pais que ensinam seus filhos em casa".

Um livro por dia (para dummies)

Se eu leio (ou não) um livro por dia, a matemática pode ficar um pouco confusa para alguns. Do tipo, "como assim se ele leu o mesmo livro em dois dias"?
Ler um livro por dia é, em primeiro lugar, ler o que interessa; ler um livro por dia é também ler na média. Quer dizer, o compromisso é mesmo ler sete livros por semana. Você não acha que vou ler Dan Brown e Aristóteles na mesma velocidade, acha? Não creio mesmo que alguém seja capaz de ler um livro de 100 páginas (em português) na mesma velocidade que leria outro de 500 páginas (em inglês, por exemplo).

Postarei mais links e conteúdos sobre o livro em breve. Para um cheirinho especial da obra, talvez seja interessante ler As 10 Regras para Estudar Bem que postei no blog do meu filho. Aliás, o "projeto" ler um livro por dia é inspirado blog dele sobre livros, pensamentos e ideias e na sua consistência de leitura (e eu não poderia ficar sem fazer nada).

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